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Compartilhando experiências do Couchsurfing

16/03/2011

Estou aqui pra contar da minha experiência com a comunidade do Couchsurfing. Eu conheci o site através da minha amiga Camila Antunes e fiquei curiosa. Conhecia programas para receber intercambistas e o Bed and Breakfast, e sempre tive vontade de participar. Mas rolava um receio da minha mãe em receber pessoas por muito tempo, porque é praticamente como inseri-las na família; e rolava um receio meu em entrar no Bed and Breakfast por ser pago e tornar sua casa meio que um hotel. O Couchsurfing foge dessas duas possibilidades. Nele, a pessoa fica no máximo uma semana, e não é pago. Você recebe apenas quem você quiser e puder e oferece uma cama ou um sofá para o viajante. Normalmente são pessoas que fazem mochilão ou curiosos com o projeto e que gostam do grupo.

Recebi, como primeira experiência, um chinês chamado Frank Yang aqui em casa. Ele estava com um trabalho temporário em Curitiba e tirou um curto período de férias para conhecer um pouco mais do Brasil antes de voltar ao seu país. Conversávamos, claro, em inglês. E conversamos muito, apesar dos diversos tropeços meus e dele com a língua. Alguns amigos meus vieram aqui no dia de sua chegada e pedimos uma pizza da Dom Bosco. No dia seguinte, ele fez um café-da-manhã chinês para mim (um macarrão cheio de legumes e verduras, de manhã!) e eu fiz o nosso almoço. Foi uma troca de experiências incrível. Além de perder vários dos clichés que temos ao pensar em uma diferença cultural tão grande quanto Brasil e China, aprendi que a experiência não era somente tão boa para ele, mas para mim também. Percebi o quanto é fácil conversar com alguém de tão longe, e que no final somos todos muito parecidos. Tive sorte de receber alguém tão amigável e educado quanto ele. Levei ele para conhecer a igreja Dom Bosco e, pasmem, eu nunca tinha entrado dentro daquela igreja (ou se tinha, era muito pequena e nem me lembro). Ao vê-lo sorrindo para o nada, impressionado com os vitrais da igreja e tirando milhares de fotos, eu percebi o quanto perco da beleza da cidade onde moro.
Como segunda experiência, recebi aqui Daniel Kozakiewicz. Um polonês que mora no Peru há 10 anos e agora está viajando pelo Brasil indeterminadamente, pensando em morar em algum lugar por aqui. Primeiramente, me impressionou seu português, que era ótimo, quase sem nenhum tropeço. Ele é artista plástico e fez um trabalho fotográfico pelo país anos atrás. Ele logo conquistou todo mundo aqui de casa, era simpaticíssimo e bem tranquilo. Passou bastante tempo em casa porque estava cansado da viagem e do longo tempo que passou no aeroporto por conta de problemas com o vôo. Depois partiu para o Rio. Foi ótimo conhece-lo. Ele compartilhou histórias e ideias sobre a vida. Eu e minha mãe conversávamos bastante com ele e ficávamos impressionadas com citações da Odisseia e suas experiências de vida. Ontem fomos com ele ao Teste de Audiência na Caixa Cultural e ele nos mostrou, quando chegamos, flyers e catálogos de divulgação de uma exposição de suas obras que rodou a América do Sul. Ficou exposta, inclusive, no Espaço Cultural Renato Russo, em 2001. Já trocamos contato pra ele nos dizer os caminhos da sua aventura pelo Brasil e pra que ele possa nos visitar outra vez quando voltar a Brasília.
Amanhã, recebo aqui Mevis Oguebinike, uma nigeriana que vive na Alemanha e está numa excursão pelo Acre visitando tribos indígenas. Olha só que história genial! E ela virá com uma amiga e passará só uma noite, para pegar cedo no dia seguinte um vôo para o Rio. Estou bastante curiosa para conhece-la e já pretendo leva-la para uma saída tranquila a noite, para que possa conhecer pelo menos um pouco da cidade antes de ir.
Enfim, são histórias de vida que me inspiram cada uma ao seu modo. Pessoas que acho interessantes e que dificilmente conheceria de outra forma. Um conjunto de experiências delicioso, e eu aconselho experimentar. Tome cuidado de pedir o número de passaporte da pessoa que vai receber em casa e dê uma boa olhada em suas referências no perfil do Couchsurfing e viva isso também!

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2 Comentários leave one →
  1. Johanna permalink
    16/03/2011 20:54

    Olha só, através do couchsurfing você recebe uma experiência super bacana e parecida com a que você teria fazendo um intercâmbio por si mesma (talvez dê pra você sentir um pouco do que eu estou passando, quem sabe).
    E o site é realmente incrível, as pessoas deviam aproveitar mais pra conhecer culturas e pessoas novas, vale muito a pena.

    E, ô, saudade dessa nossa Brasília, viu. Aprendi aqui a realmente amar esse lugar lindo. (:

  2. 24/07/2011 12:37

    Legal as tuas experiências! Tu já deve ter vivido várias coisas mais, né? Esse post já tem um tempo. Eu adoro o Couchsurfing, fico brava quando as pessoas me olham torto e dizem coisas do tipo: “como tu tem coragem de abrir tua casa? como tu tem coragem de ficar na casa de estranhos?” É uma falta de abertura para a vida imensa, viu? Mas que bom que tem muita gente como nós, que sabe aproveitar =) beijos

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