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Sobre mim.

Moro na capital do país. Onde por mais que os cenários e as aparências levem a supor a solidão, vivo rodeada de pessoas e de histórias. E às vezes, dentro do meu isolamento voluntário, encontro tempo para escrever algumas pequenas impressões que tenho das coisas. É tudo rápido. Hoje me enrolo numa sabedoria cega de que estou certa em relação a tudo. Mas logo vem aquele personagem que existe em algum lugar dentro ou fora de mim, e ele me diz “Cala a boca, você não sabe de porra nenhuma!”. E não sei se porque fico assustada com a grosseria ou se porque eu gosto de não decepcioná-lo… Só sei que ele sempre coloca meus pés no chão. “Ele”, o personagem que mais me importa nessa história toda, sempre tem a razão de que a razão não pertence somente a mim.

Parece cliché e confuso. Mas o que quero mostrar é simplesmente que não me responsabilizo pelas minhas próprias palavras ditas aqui neste blog. Visto que no dia seguinte minha impressão sobre qualquer assunto já estará diferente. E isso não é crise de personalidade. Imagino que seja o contrário que isto. É a minha sobriedade tomando conta de mim. Afinal, dispenso a prepotência de me considerar firme e forte à cada opinião. Cada dia é diferente e preciso da minha consciência de que minhas opiniões são formadas com embasamento no que vi e vivi num dia, num ano ou em minha vida inteira. E estou sujeita a mudanças, assim como todo o resto do meu corpo. Eu não falo por ninguém, nem por mim mesma. Falo pelo momento, falo por minha capacidade de simplesmente expressar o que sinto, ainda que não seja do interesse de ninguém. Falo para valorizar cada pensamento que tenho, e falo pra me sentir mais completa, e pra sentir minha vida correndo por dentro e por fora. Indo e vindo.

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One Comment leave one →
  1. josé eduardo alcázar permalink
    23/09/2011 11:45

    Oi, Marina. Acabo de ler um comentario seu sobre o meu filme, “Quiero que leas Pantagruel”. Gostei do comentario e das apreciaçöes. Gostaria muito de saber mais sobre os momentos que mereceriam silêncio e näo música e tb, por que você acha que o filme se perde no final. Um forte abraço a aguardo resposta

    josé eduardo alcázar

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